terça-feira, 18 de julho de 2017

A CHIKUNGUNYA ESTÁ DE VOLTA

Minas Gerais confirma mais quatro mortes por febre chikungunya

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Imagem/google
Mais quatro mortes por febre chikungunya foram confirmadas em Minas Gerais, de acordo com boletim epidemiológico divulgado hoje (17) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Dessa forma, chega a cinco o número de mortes em território mineiro em 2017. Há duas semanas, o órgão havia confirmado o falecimento do primeiro paciente vítima da doença.

Todos as cinco mortes confirmadas até o momento ocorreram no município de Governador Valadares. Estes são os primeiros registros de óbitos causados pela febre chikungunya em Minas Gerais. Os primeiros casos confirmados da doença no estado são de 2014. Naquele ano, houve 18 notificações, mas todas foram de pessoas infectadas fora do estado. Somente no ano passado, as primeiras transmissões de febre chikungunya em território mineiro foram confirmadas.

Casos suspeitos

Ainda estão em análise outras 15 mortes, das quais 11 foram em Governador Valadares. Outras duas ocorreram em Teófilo Otoni, uma em Central de Minas e uma em Cuparaque. Ao todo, o número de casos prováveis da doença no estado em 2017 é de 17.510.

A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e do vírus Zika. Os sintomas surgem entre dois e 12 dias após a infecção. A vítima pode ter febre alta, dores intensas nas articulações e nos músculos, dor de cabeça, cansaço, mal-estar e manchas vermelhas na pele. Uma vez curada, a pessoa fica imuninizada para o resto da vida. Não há vacina e a principal medida de prevenção é o combate ao mosquito, sobretudo com a eliminação dos seus criadouros.

Dengue

O boletim da secretaria também mostrou que o estado já contabiliza sete mortes por dengue em 2017. Dois desses óbitos ocorreram em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas nenhum deles na capital mineira. Há ainda 17 mortes em análise. Ao todo, o estado registrou neste ano 25.607 casos prováveis da doença, o que representa uma queda substancial em relação ao ano passado: em junho de 2016, Minas Gerais já registrava mais de 500 mil casos.

O número de infectados pelo vírus Zika também caiu bastante. Até o momento, os municípios mineiros possuem 873 casos prováveis. Neste mesmo período do ano passado, já eram quase 14 mil casos.


Edição: 
Amanda Cieglinski

Por
Léo Rodrigues 
Correspondente da Agência Brasil
Belo Horizonte

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VASCO DA GAMA: PUNIÇÃO PÍFIA

Vasco é punido pelo STJD com a perda de apenas seis mandos de campo
Crédito da foto: globoesporte.com
Bomba explode na torcida do Vasco no final do jogo
 em que a equipe cruzmaltina perdeu para o Flamengo

Vasco foi punido com a perda de seis mandos de campo e multa de R$ 75 mil pelas confusões em São Januário na derrota por a 1 a 0 para o Flamengo, pela 12ª rodada do Brasileirão. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), durou quase quatro horas e contou com a presença do presidente Cruz-Maltino, Eurico Miranda.

O episódio ocorreu no dia 8 de julho. Na ocasião, após o apito final, ocorreram brigas entre torcedores e confrontos com policiais, que usaram balas de borracha e bombas de efeito moral. Houve tentativa de invasão e arremesso de objetos no gramado.

São Januário segue interditado

O tribunal do STJD também decidiu manter a interdição de São Januário, determinada pelo presidente em exercício, Paulo César Salomão Filho. A decisão pode ser revogada pelo próprio presidente ou pelo julgamento do caso no Pleno, ainda sem data marcada.

O Cruz-Maltino foi acusado pela Procuradoria de "não prevenir e reprimir desordens, tentativa de invasão e lançamento de objetos e bombas no campo do jogo". Também por "deixar de manter o local da partida com infraestrutura necessária para garantir a segurança não só dos torcedores e participantes, mas também dos profissionais de imprensa".

Flamengo é multado em R$ 5 mil

O Flamengo também foi julgado por um arremesso de uma lata no campo e recebeu uma multa de R$ 5 mil. O rubro-negro foi denunciado no artigo 213, inciso III do CBJD que previa multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Cabe recurso?

Como o julgamento é em primeira instância, cabe recurso tanto por parte da acusação quanto da defesa dos clubes. A Produradoria já informou que vai recorrer para tentar aumentar a pena.

O que acontece no caso de perda de mando de campo?

Com a punição, o Vasco terá que mandar seus jogos a 100km de distância de sua cidade sede, e obrigatoriamente dentro do estado do RJ. É permitida a presença de público. O estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, por exemplo, pode ser uma opção para o clube. Caso a punição seja mantida, e São Januário seja liberado a seguir, o Vasco só poderá jogar mais cinco jogos em seu estádio no Brasileirão.

Qual era a pena máxima?

O Vasco foi denunciado no artigo 213, incisos I, II e III, parágrafo 1º, e no artigo 211 do CBJD). Somando todas as denúncias, a pena máxima era de perda de 25 mandos de campo e multa de R$ 350 mil.

O que alegou a acusação?

No entendimento da Procuradoria, o clube foi permissivo e tomou medidas insuficientes efetivas na fiscalização e na repressão do grupo de torcedores infratores. O Regulamento Geral das Competições e no Código da FIFA responsabiliza o clube pelos atos praticados pela sua torcida conforme o artigo 63.

- Não é o Gepe, nem a PM, que estão em julgamento aqui, muito embora a defesa esteja colocando a responsabilidade sobre a PM. O que se viu foi que, se não fosse a atuação da PM, uma tragédia ainda maior teria acontecido. Uma tragédia aconteceu. Poderia ser maior. O Gepe é uma referência. Talvez fosse até possível aprimorar as táticas, mas responsabilizar o Gepe, não se aceita isso - disse o sub-procurador geral, Luciano Hostins.

O que argumentou a defesa?

O Vasco foi representado pelo advogado Paulo Rubens Máximo. A defesa procurou eximir o clube de responsabilidade e buscou apontar falhas no esquema de policiamento de São Januário no dia do clássico. Rubens Máximo pediu que o Vasco fosse absolvido e que a liminar que determinou a interdição de São Januário fosse revogada.

- A denúncia não tem qualquer cabimento. Todos os laudos necessários foram apresentados. Um incidente aconteceu? Não há como negar. Agora dizer que São Januário não tem condições, precisa ser interditado, é um absurdo. Essa situação foi orquestrada para afastar os jogos de São Januário. Ninguém é insensível ao que as pessoas passaram ali dentro, mas não é culpa do clube. Que a punição seja feita de forma equilibrada - disse Rubens Máximo.

- Foi um ato terrorista, isso não se consegue prever. Houve em Londres um incidente com bomba, e não se interditou o estádio. A polícia identificou e foi atrás prender. O clube não quer dizer que está tudo normal. Mas essa responsabilidade tem de ser mitigada pelo tribunal. O clube se cercou de todos os cuidados. Não há tentativa de invasão, as pessoas subiram no alambrado para chamar a PM para a briga, depois das bombas no meio da torcida

Presidente do clube, Eurico Miranda compareceu ao julgamento e se pronunciou:

- Querer atribuir ao Vasco, dizer que o Vasco tem ligação com a sua torcida. Pelo amor de Deus. Aquilo não é torcida do Vasco, são meia dúzia de vândalos. Aquilo vem de fora para dentro. O Vasco não tem nenhuma associação com vândalos, nenhuma associação com Black Blocks. A quem interessava que alguma coisa acontecesse ali? Ao Vasco? É coisa externa. Isso que deve vir a ser apurado pelas autoridades. Mas a instituição? Pelo amor de Deus. Não pode pagar severamente pelo que vem acontecendo - disse Eurico.

O Vasco apresentou Ricardo Vasconcellos, coordenador da segurança nos dias de jogos, e assessor da presidência, e Marcio Menezes, superintendente de patrimônio do Vasco, como testemunhas. Por serem ligados ao clube, eles foram ouvidos como informantes.

O que disseram os auditores nos votos?

Gustavo Pinheiro, autoditor-relator, votou em quatro jogos sem torcida pagante (permitindo apenas sócio-torcedores) e multas de R$ 40 mil e R$ 15 mil ao Vasco. Votou em multa de R$ 5 mil ao Fla.

- Parece pouco, mas a ação de um policial mal preparado, ou uma quebra no planejamento, gera pânico em um lugar que tem milhares de pessoas concentradas. Essa ação da PM foi muito ruim, horrível, não justifica os atos da torcida do Vasco, mas tem de ser levado em conta. O resultado é horroroso. A tentativa de invasão até pode ter ocorrido. E por fim a desordem. Entendo que a desordem foi provocada exclusivamente pela polícia.

Michelle Ramalho, auditora, votou em seis mandos de campo ao Vasco, multas de R$ 60 mil e R$ 30 mil e manutenção da interdição de São Januário. Votou em multa de R$ 5 mil ao Fla.

- Desde já quero acolher quase na íntegra o parecer da Procuradoria. Não é da nossa alçada julgar e punir a polícia, mas julgar e punir pelo CBJD. Foi a PM que começou? (referindo-se a imagens dos atletas do Fla tentando voltar ao vestiário). A responsabilidade é objetiva.

Lucas Asfor Lima, presidente da comissão disciplinar, votou por perda de oito mandos de campo, multas de R$ 80 mil e R$ 50 mil. Votou em multa de R$ 5 mil ao Fla.

- A responsabilidade objetiva do clube é clara e evidente. O arremesso de bomba se deu por iniciativa da torcida do Vasco. Não vi prova em contrário. O lançamento do gás de pimenta se deu após essas bombas e após a tentativa de invasão. Então discordo do relator de que tudo se deu causa pelo despreparo da PM. A meu ver, não foi isso. Entendo sim pela gravidade extrema nesse caso. Não devemos colocar a responsabilidade pelo início da confusão na PM. O que eu posso avaliar aqui é que a falta de prevenção capaz de impedir o acesso ao estádio de bombas, vergalhões, paus de bandeira, dentre outros objetos, e ainda a falta de repressão por parte dos seguranças privados e da PM

A morte de um torcedor fora do estádio foi julgada?

O STJD analisou nesta segunda-feira somente os fatos ocorridos dentro de São Januário. Os episódios ocorridos fora do estádio não são de competência do tribunal. A morte do torcedor Davi Rocha Lopes, de 27 anos, vítima de disparo de arma de fogo em ruas próximas ao estádio, é investigada pela Delegacia de Homicídios.

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SUICÍDIO DOS VARGAS: MAIS UM NA FAMÍLIA

Neto de Getúlio Vargas é encontrado morto
Polícia registrou o caso como suicídio; carta foi deixada aos familiares

Vargas era casado e pai de quatro filhos 
Reprodução/Facebook

O neto do ex-presidente Getúlio Vargas foi encontrado morto com um tiro na cabeça na manhã desta segunda-feira em Porto Alegre.

A empregada foi a responsável por encontrar Getúlio Dornelles Vargas Neto, de 61anos, já sem vida na casa em que morava com uma das filhas, localizada no bairro Moinho de Ventos.

O caso foi registrado como suicídio, uma vez que Vargas deixou uma carta aos familiares. Mesmo assim, um inquérito foi aberto para apuração.

Getúlio Neto, embora nascido no Rio de Janeiro, morava no Rio Grande do Sul desde a adolescência. O neto do ex-presidente chegou a se filiar ao PPS, onde pretendia concorrer a vereador ou até mesmo prefeito da cidade de Itaqui.
Neto era casado com a servidora do Tribunal de Justiça (TJRS) aposentada Denise Carneiro e pai de quatro filhos.

O pai e o avô do empresário, o ex-presidente Getúlio Vargas, morreram da mesma forma.

O pai, Manuel Antônio Sarmanho Vargas, foi encontrado morto aos 79 anos, com um tiro no coração, na fazenda da família em Itaqui. O avô já havia tomado a mesma atitude em 1954, aos 72 anos.




FONTE
Da BandNews FM 
com Redação 
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